A menos de três meses da primeira fase prática da Reforma Tributária entrar em operação, a maioria das empresas de médio e grande porte ainda não fez o dever de casa.
Segundo levantamento da V360 com 355 companhias, 72% das empresas brasileiras não estão preparadas para a transição que começa em 1º de janeiro de 2026.
Mais do que um dado isolado, esse número expõe um risco real: empresas que não se organizarem a tempo podem enfrentar bloqueios de faturamento, dificuldade para pagar fornecedores e, em cenários extremos, paralisação operacional.
Neste artigo, analisamos os principais pontos da pesquisa e o que as organizações precisam fazer agora para virar o jogo.
O estudo da V360 mostra um cenário de atraso generalizado:
Ou seja: em boa parte das organizações, a Reforma Tributária ainda é tratada como tema abstrato, e não como um projeto estratégico com responsáveis, cronograma e orçamento dedicados.
A reforma, aprovada em 2023 e regulamentada ao longo de 2025, unifica os tributos sobre consumo – PIS, Cofins, ICMS e ISS – em dois novos: CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços)
O cronograma prevê:
Esse cronograma significa que 2026 não é um “ano de observação”: é o início real da convivência com um novo sistema, em ambiente já fiscalizado.
Um ponto relevante do estudo é que muitas empresas não incluíram a adequação à reforma tributária no orçamento de 2025, o que deve concentrar investimentos em consultorias e tecnologia no fim do ano.
Esse atraso cria um efeito cascata:
Outra armadilha identificada é o foco quase exclusivo na emissão de notas, enquanto o processo de ingresso fiscal – receber, conferir, validar e pagar fornecedores – ainda é pouco discutido.
Na prática, isso significa que:
Em um ambiente com CBS e IBS, essa assimetria pode distorcer créditos, gerar divergências com o fisco e criar dificuldades em auditorias.
A boa notícia é que ainda há tempo para sair da estatística dos 72% – desde que a empresa trate a reforma como projeto estratégico, e não como mera atualização de sistema.
Antes de investir em novas ferramentas, é essencial mapear:
Esse diagnóstico é a base para priorizar o que precisa ser corrigido imediatamente.
A reforma exige coerência entre:
Sem essa organização:
Com centenas de novos campos e exigência de maior granularidade, a automação deixa de ser diferencial e passa a ser requisito mínimo.
Pontos críticos:
A Reforma não é tema apenas técnico:
Transformar a reforma em um programa formal, com indicadores, prazos e responsáveis, é o que diferencia empresas que se antecipam das que apenas reagem.
A pesquisa da V360 reforça um ponto-chave: se 72% das empresas ainda não estão preparadas, a pergunta não é se a Reforma Tributária vai gerar turbulência, mas quanto sua organização estará exposta quando a transição começar.
Mais do que adequar campos em sistemas, a reforma exige:
Na Grownt, enxergamos a Reforma Tributária como um grande exercício de organização interna. Quem usar esse momento para arrumar a casa, digitalizar processos e tomar decisões orientadas por dados tende a atravessar a transição com mais segurança – e sair na frente em um cenário competitivo que vai mudar para todos.
Para apoiar empresas nessa transição, a Grownt desenvolveu a ReformaCalc, a Calculadora da Reforma Tributária.
Com ela, sua empresa pode:
Em vez de tratar a Reforma Tributária como uma ameaça, a ReformaCalc ajuda a transformá-la em um projeto de eficiência, organização e vantagem competitiva.