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title: "Lucro Real: como funciona e acelera a inovação empresarial - Gröwnt"
description: "Quer entender lucro real como funciona de verdade? Spoiler: é o único regime que transforma inovação em economia de imposto, ano após ano."
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# [Lucro Real: como funciona e acelera a inovação empresarial - Gröwnt](https://page.grownt.tech/blog-da-grownt-consultoria-e-inovação-pesquisa-e-desenvolvimento-de-sistemas-ltda/lucro-real-como-funciona-e-acelera-a-inovacao-empresarial)

 Escrito por [Luis Henrique](https://page.grownt.tech/blog-da-grownt-consultoria-e-inovação-pesquisa-e-desenvolvimento-de-sistemas-ltda/author/luis-henrique) | Mar 17, 2026 3:00:00 AM

Muitas empresas operam no **Lucro Real** sem entender que estão pagando mais impostos do que deveriam. Especialmente aquelas que já investem em **tecnologia, inovação ou desenvolvimento de produtos**. 

Isso acontece porque o Lucro Real, embora mais complexo, também é o **único regime tributário que permite aplicar a Lei do Bem** — um incentivo que pode reduzir até **34% da carga tributária** sobre projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D). 

Mas antes de entender como aproveitar esse benefício, é importante esclarecer:   
**Afinal, como funciona o Lucro Real?** 

## **Lucro Real: como funciona na prática **

O **Lucro Real** é um regime de apuração de tributos em que o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) são calculados com base no **lucro contábil da empresa****,** ajustado por adições e exclusões previstas na legislação fiscal. 

Na prática:

 

- A tributação é feita sobre o lucro efetivo (não sobre uma presunção). 

- O IRPJ é de 15% sobre o lucro, mais 10% sobre o que ultrapassar R$ 20 mil/mês. 

- A CSLL tem alíquota de 9%. 

- É possível deduzir **despesas operacionais estratégicas** — como investimentos em P&D.

Esse regime é **obrigatório** para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões/ano, ou que atuem em setores regulados. Mas também pode ser adotado de forma opcional por empresas que veem nele **um caminho para usar deduções e incentivos fiscais.  **

## **Como funciona o Lucro Real comparado a outros regimes**

Para entender **como funciona o Lucro Real** e por que ele é o único regime que permite aplicar a Lei do Bem, vale olhar para o cenário mais amplo da tributação empresarial no Brasil. 

A escolha do regime influencia diretamente **quanto imposto a empresa paga** e **se ela pode acessar ou não certos incentivos fiscais**. 

A seguir, veja como o Lucro Real se posiciona em relação aos outros dois principais regimes tributários: 

- ** Simples Nacional**

Tributação unificada, voltada para empresas com receita bruta de até R$ 4,8 milhões. É simples, mas não permite deduções específicas.   
⮕ Não acessa a Lei do Bem. 

 

- ** Lucro Presumido**

Usa margens fixas da Receita para presumir o lucro — simples na apuração, mas inflexível.   
⮕ Também não acessa a Lei do Bem. 

- ** Lucro Real**

Baseado no lucro real apurado. Mais trabalhoso, mas **abre espaço para deduções** que reduzem a carga tributária de forma legal.   
⮕ Único regime que permite usar a Lei do Bem para recuperar parte do investimento em inovação. 

 

## **Lei do Bem no Lucro Real**

 Para entender como funciona o **lucro real**, é preciso ir além da apuração contábil: esse é o **único regime tributário** que permite aplicar a **Lei do Bem**, reduzindo IRPJ e CSLL com base nos investimentos em inovação. 

Segundo o Estudo Panorama LDB 2024, as empresas brasileiras investiram **R$ 35,7 bilhões** em P&D em 2022. Parte significativa desse valor foi recuperada via Lei do Bem — mas **menos de 5% das empresas elegíveis** de fato aplicaram o incentivo. 

Com a Lei do Bem, empresas podem deduzir da base de cálculo do IRPJ e CSLL os custos com: 

 

- Salários de profissionais envolvidos em P&D 

- Serviços de terceiros contratados para atividades de inovação 

- Materiais utilizados nos experimentos, testes e desenvolvimentos 

Essa dedução pode resultar em **até 34% de economia sobre o valor investido**. 

## **Exemplo prático: como a economia aparece no caixa** 

Entender **como funciona o Lucro Real** na prática envolve mais do que conhecer alíquotas: trata-se de saber **como estruturar os incentivos possíveis nesse regime**. 

Pense em uma empresa no Lucro Real que investe **R$ 1.000.000** em inovação tecnológica. 

Se esses projetos forem bem mapeados e submetidos à Lei do Bem, é possível gerar uma **economia fiscal de até R$ 340.000** no IRPJ e na CSLL.  

Esse valor não é um crédito futuro. É **impacto direto no caixa** — que pode ser reinvestido, distribuído ou reservado. 

Agora pare e considere: 

> Nos últimos 12 meses, quanto sua empresa investiu em projetos que poderiam se enquadrar como inovação?

## **O que significa estar no Lucro Real e não usar a Lei do Bem? **

Em nossa experiência, quando uma empresa é elegível e ainda assim não aplica o incentivo, geralmente encontramos um destes três cenários: 

- **Ausência de processo formal para mapear e qualificar projetos de inovação** 
- **Desconexão entre times técnico e contábil** 
- **Cultura fiscal reativa**, que só responde a obrigações e não atua proativamente para reduzir a carga tributária 

Ou seja: a empresa **opera dentro do Lucro Real, mas não entende como ele funciona em termos de estratégia fiscal**. 

O ponto é: **não usar a Lei do Bem não significa que sua empresa não tem inovação** — muitas vezes, significa que ela não a reconhece como tal. 

## **E se sua empresa ainda estiver no Simples Nacional?** 

Embora o Simples seja compatível com a realidade de muitas empresas em crescimento, ele **não permite aplicar a Lei do Bem**. 

Mesmo assim, é relevante compreender **como funciona o Lucro Real nesse contexto**, especialmente para quem já investe em P&D. 

Se houver planos de migração, antecipar o mapeamento técnico pode reduzir riscos e acelerar o uso dos incentivos assim que o novo regime for adotado. 

> Empresas que se preparam, estruturam. E empresas que estruturam, capturam valor.

## **Vale avaliar isso agora?**

Se sua empresa já está no Lucro Real e investe em inovação, a resposta tende a ser sim. 

A Lei do Bem pode ser **um mecanismo de recuperação fiscal anual** — mas só se os projetos forem mapeados, qualificados e submetidos no prazo. 

A Gröwnt pode apoiar esse processo — desde o mapeamento técnico até a submissão ao MCTI, com **mais de R$ 7 bilhões em dispêndios mapeados e 98% de aprovação junto ao Governo**. 

Se quiser entender se sua empresa já tem perfil para aplicar a Lei do Bem, podemos conversar. 

**Sem compromisso, no seu tempo.** 

[Converse com um especialista da Gröwnt ](https://conteudo.grownt.tech/lei-do-bem-fale-conosco/)

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