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title: Por que muitas empresas ainda não utilizam a Lei do Bem  - Gröwnt
description: Entenda como desenhar governança, evidências e controles de P&D na Lei do Bem para reduzir risco fiscal e sustentar o benefício em auditorias.
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# [Por que muitas empresas ainda não utilizam a Lei do Bem  - Gröwnt](https://page.grownt.tech/blog-da-grownt-consultoria-e-inovação-pesquisa-e-desenvolvimento-de-sistemas-ltda/por-que-muitas-empresas-ainda-nao-utilizam-a-lei-do-bem)

 Escrito por [Annelize Pires](https://page.grownt.tech/blog-da-grownt-consultoria-e-inovação-pesquisa-e-desenvolvimento-de-sistemas-ltda/author/annelize-pires) | Mar 18, 2025 7:40:25 PM

A **Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005)** é um dos principais instrumentos de incentivo fiscal à inovação no Brasil. Ela permite que empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento (P&D) reduzam o valor do **Imposto de Renda e da CSLL**, além de obter outros benefícios relacionados a investimentos em tecnologia. 

Apesar de estar em vigor há quase duas décadas e de permitir abatimentos fiscais relevantes, o número de empresas que utilizam o mecanismo ainda é limitado quando comparado ao universo de organizações que realizam atividades de inovação no país. 

Entender **por que muitas empresas não utilizam a Lei do Bem** ajuda a esclarecer gargalos estruturais na gestão da inovação e também revela oportunidades para ampliar o acesso ao incentivo. 

## O que é a Lei do Bem e como ela funciona

A Lei do Bem foi criada para estimular o investimento privado em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. O mecanismo permite que empresas tributadas pelo **Lucro Real** deduzam despesas de P&D da base de cálculo do IRPJ e da CSLL. 

Entre os principais incentivos previstos estão: 

- Dedução adicional de **60% a 100% dos dispêndios em P&D** 

- Redução de **50% do IPI** na compra de equipamentos destinados à pesquisa 

- Depreciação e amortização acelerada de ativos ligados à inovação 

- Dedução ampliada em caso de aumento do número de pesquisadores 

Segundo dados do **Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)**, mais de **3.400 empresas utilizaram a Lei do Bem no ano-base de 2022**, reportando aproximadamente **R$ 35 bilhões em investimentos em P&D**. Embora esse número tenha crescido ao longo dos anos, ele ainda representa uma parcela relativamente pequena do universo de empresas brasileiras que realizam algum tipo de inovação. 

**O potencial de uso ainda é subexplorado** 

O Brasil possui milhares de empresas que desenvolvem novos produtos, processos produtivos, softwares ou melhorias tecnológicas internas. Muitas dessas atividades podem se enquadrar como **pesquisa e desenvolvimento para fins da Lei do Bem**, mesmo quando não são percebidas dessa forma internamente. 

Dados da **Pesquisa de Inovação (PINTEC/IBGE)** indicam que cerca de **30 mil empresas industriais brasileiras realizam algum tipo de atividade inovadora**. Mesmo considerando apenas aquelas que poderiam estar no regime de Lucro Real, o número de empresas elegíveis tende a ser muito maior do que o contingente atual de beneficiárias. 

Essa diferença evidencia um **gap entre inovação realizada e inovação declarada para fins de incentivo fiscal**. 

## Principais motivos para empresas não utilizarem a Lei do Bem

Diversos fatores ajudam a explicar por que muitas organizações ainda não acessam o incentivo. 

1. ** Desconhecimento sobre o enquadramento das atividades**

Um dos obstáculos mais recorrentes é a percepção de que a Lei do Bem se aplica apenas a projetos altamente científicos ou ligados a laboratórios de pesquisa. 

Na prática, a legislação contempla uma definição mais ampla de inovação tecnológica, incluindo: 

- desenvolvimento ou melhoria de produtos 

- otimização de processos industriais 

- criação de novos softwares 

- adaptação tecnológica para aumento de eficiência 

Muitas empresas realizam essas atividades no dia a dia, mas não as identificam como **projetos elegíveis para P&D**. 

1. ** Falta de estrutura de gestão da inovação**

Outro fator relevante é a ausência de processos formais para registrar e organizar iniciativas de inovação. 

Para acessar a Lei do Bem é necessário: 

- mapear projetos de P&D 

- registrar dispêndios relacionados 

- documentar atividades técnicas 

- estruturar relatórios anuais para o MCTI 

Empresas que não possuem **governança de inovação estruturada** frequentemente encontram dificuldades para consolidar essas informações. 

1. ** Complexidade regulatória e documental**

Embora a Lei do Bem seja considerada um incentivo de utilização relativamente direta, ainda existe um grau de complexidade regulatória. 

Entre os pontos que geram dúvidas estão: 

- critérios técnicos de elegibilidade 

- classificação correta dos dispêndios 

- documentação necessária para auditoria 

- envio do formulário eletrônico ao MCTI 

Essa percepção de risco regulatório faz com que algumas empresas deixem de explorar o incentivo. 

1. ** Restrição ao regime de Lucro Real**

A Lei do Bem é aplicável apenas a empresas que apuram impostos pelo **Lucro Real**. 

Grande parte das empresas brasileiras está enquadrada no **Lucro Presumido ou no Simples Nacional**, o que reduz naturalmente o universo potencial de beneficiárias. Ainda assim, muitas organizações no Lucro Real não utilizam o incentivo por falta de conhecimento ou estrutura interna. 

1. ** Subestimação dos valores recuperáveis**

Outro motivo frequente é a subestimação do impacto financeiro do benefício. 

Dependendo do volume de investimento em inovação, empresas podem recuperar **entre 20% e 34% dos dispêndios em P&D** por meio da dedução fiscal. Em organizações com programas contínuos de desenvolvimento tecnológico, os valores podem alcançar milhões de reais por ano. 

Quando esse potencial não é mensurado adequadamente, o incentivo tende a ser visto como secundário. 

**A relação entre gestão da inovação e incentivos fiscais** 

A experiência de empresas que utilizam a Lei do Bem de forma consistente mostra que o incentivo costuma estar associado a **processos estruturados de gestão da inovação**. 

Isso inclui práticas como: 

- registro sistemático de projetos tecnológicos 

- acompanhamento de dispêndios de P&D 

- integração entre áreas técnicas e financeiras 

- documentação de resultados e experimentações 

Quando a inovação passa a ser tratada como uma atividade estratégica e mensurável, o aproveitamento de incentivos fiscais tende a ocorrer de forma mais natural. 

## O papel da Lei do Bem no investimento em inovação no Brasil

Mesmo com espaço para maior adoção, a Lei do Bem já se consolidou como um dos principais instrumentos de estímulo à inovação empresarial no país. 

Segundo dados do MCTI, os investimentos reportados pelas empresas beneficiárias cresceram significativamente ao longo dos anos, refletindo um aumento gradual na utilização do mecanismo. 

Ampliar o acesso ao incentivo depende, em grande parte, de **maior disseminação de conhecimento sobre elegibilidade, estruturação de processos internos e integração entre áreas técnicas e fiscais dentro das empresas**. 

À medida que mais organizações reconhecem suas atividades de inovação e estruturam mecanismos de registro e gestão, a tendência é que o número de beneficiárias continue aumentando. 

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### [ Receita Federal moderniza o Pedido de Ressarcimento de IPI: o que muda para empresas  ](https://grownt.tech/receita-federal-moderniza-pedido-de-ressarcimento-de-ipi/)

 17/03/2026  Nenhum comentário

A Receita Federal modernizou o Pedido de Ressarcimento de IPI com maior digitalização, integração de dados fiscais e padronização de informações. A mudança busca reduzir inconsistências e tornar a análise de créditos tributários mais eficiente. Empresas industriais e exportadoras devem revisar seus processos de controle fiscal e garantir a consistência das informações enviadas para aproveitar corretamente os créditos de IPI.

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### [ Imposto de Renda 2026: regras, obrigatoriedade e como se preparar com mais precisão  ](https://grownt.tech/imposto-de-renda-2026-regras/)

 17/03/2026  Nenhum comentário

O Imposto de Renda 2026 exige que contribuintes informem rendimentos, despesas e patrimônio referentes a 2025, seguindo critérios de renda e movimentação financeira definidos pela Receita Federal. Com mais de 40 milhões de declarações anuais e forte digitalização do cruzamento de dados, a organização das informações se tornou essencial para evitar inconsistências e multas. O aumento de investidores e a complexidade das operações financeiras reforçam a importância de planejamento e, em alguns casos, apoio especializado para garantir precisão na declaração.

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 17/03/2026  Nenhum comentário

A Lei do Bem é o principal incentivo fiscal para inovação no Brasil, permitindo que empresas que investem em pesquisa e desenvolvimento reduzam o IRPJ e a CSLL. O mecanismo estimula investimentos privados em tecnologia e já mobiliza dezenas de bilhões de reais por ano em atividades de P&D. Compreender como funciona a Lei do Bem é fundamental para empresas que buscam estruturar projetos de inovação e aproveitar os incentivos disponíveis na política industrial brasileira.

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 16/03/2026  Nenhum comentário

O nanoempreendedor é um profissional que opera um negócio extremamente enxuto, muitas vezes individual e apoiado em plataformas digitais. Esse modelo tem crescido no Brasil impulsionado pela digitalização do comércio, pelo aumento do empreendedorismo individual e pelas novas formas de trabalho independente. Com baixo custo inicial e grande flexibilidade, o nanoempreendedorismo reflete mudanças importantes na economia e na forma como pequenos negócios surgem e se desenvolvem.

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### [ Atualização Google Maps: uma das maiores da história com uso ampliado de inteligência artificial  ](https://grownt.tech/nova-atualizacao-google-maps/)

 16/03/2026  Nenhum comentário

O Google Maps recebeu uma atualização considerada uma das maiores dos últimos anos, ampliando o uso de inteligência artificial e adicionando novas funcionalidades de navegação e descoberta de lugares. Com mais de 2 bilhões de usuários mensais, a plataforma se consolida como uma infraestrutura digital central para mobilidade urbana e busca por estabelecimentos locais, influenciando tanto a experiência dos usuários quanto a visibilidade de empresas dentro do ecossistema digital.

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### [ O que é a estimativa de benefício na Lei do Bem e por que ela é importante para empresas inovadoras  ](https://grownt.tech/o-que-e-a-estimativa-de-beneficio-na-lei-do-bem/)

 16/03/2026  Nenhum comentário

A estimativa de benefício da Lei do Bem é uma projeção financeira que calcula o potencial de economia tributária que empresas podem obter ao aplicar os incentivos fiscais voltados para pesquisa, desenvolvimento e inovação. Ao considerar investimentos em PD&I, percentuais de dedução previstos na legislação e impacto nos tributos federais, essa estimativa ajuda empresas a planejar projetos tecnológicos, melhorar a gestão tributária e estruturar o uso estratégico da Lei do Bem.

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