As transações tributárias ganharam papel central na estratégia de recuperação de crédito da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) em 2025. Entre janeiro e setembro, o órgão recuperou R$ 44,9 bilhões em créditos inscritos em dívida ativa da União, um aumento de 4,4% em relação ao mesmo período de 2024. Mais da metade desse valor – cerca de 51% – veio diretamente de transações tributárias, firmadas tanto neste ano quanto em exercícios anteriores.
Para quem atua em tax, esse movimento não é apenas um dado de arrecadação: ele sinaliza uma consolidação da política de consensualidade, com efeitos diretos sobre o contencioso, a gestão de caixa e a estratégia de regularização de passivos das empresas.
De acordo com dados oficiais, o resultado acumulado até setembro de 2025 mantém a PGFN em patamar de recuperação anual acima de R$ 40 bilhões, com tendência de superar os R$ 61 bilhões recuperados em todo o ano de 2024.
Alguns pontos se destacam:
Esse conjunto mostra que a transação tributária deixou de ser ferramenta pontual para se tornar uma política estruturante da cobrança da dívida ativa.
A transação tributária, regulamentada pela Lei nº 13.988/2020, consolidou-se como mecanismo para ajustar a cobrança ao perfil do devedor, com descontos calibrados e prazos mais adequados, reduzindo a litigiosidade e antecipando receitas para a União.
Em 2025, a PGFN intensificou o uso de:
Ao mesmo tempo, houve investimento consistente em:
Para o profissional de tax, isso significa um ambiente em que a negociação com a PGFN tende a ser mais segmentada, data-driven e conectada ao risco efetivo do crédito.
Os números da PGFN não afetam apenas o balanço público; eles criam novos incentivos e pressões para a gestão tributária corporativa.
Alguns efeitos práticos:
Diante do cenário de recuperação de R$ 44,9 bilhões impulsionada por transações tributárias, alguns cuidados tendem a ganhar espaço na agenda dos profissionais da área:
Em síntese, o avanço das transações tributárias e os R$ 44,9 bilhões recuperados pela PGFN em 2025 reforçam um movimento claro: a cobrança da dívida ativa está cada vez mais ancorada em mecanismos de negociação estruturada, e a forma como empresas e profissionais de tax respondem a esse ambiente pode fazer diferença direta na saúde financeira e no nível de exposição ao risco fiscal.